segunda-feira, 31 de março de 2014

Faça música eletrônica agora! Parte 01.1 - Partes da Bateria

Amigos, recebi algumas mensagens de produtores iniciantes que não conseguem visualizar as partes utilizadas na aula 01, então vamos desenhar: No sample kit você encontra o Kick (Bumbo), Snare (Caixa) e Hi-Hat (Contratempo ou Chimbal), eis a disposição deles numa bateria:


1- Bumbo (em vermelho)
2- Caixa (em amarelo)
3- Contratempo (em verde)

Foto sem os marcadores:


Nas aulas posteriores iremos incluir alguns outros elementos da bateria, no momento, se a nossa fosse real, seria algo apenas assim:

 













Em breve a aula 2!

quarta-feira, 19 de março de 2014

Faça música eletrônica agora! Parte 01 - Bateria Simples

Ok, hora de começar os trabalhos! Hoje será bem básico, para entendimento dos princípios do Studio One e da base rítmica da música, simplificando, faremos uma bateria pra começar. Clique aqui e baixe um pequeno sample kit composto de bumbo, caixa e contratempo que de agora em diante chamaremos de kick, snare e hi-hat, pelo simples fato de que a maioria das coisas que você vai encontrar na internet estarão em inglês. Agora partamos pro programa, abra aquele Template que eu já disponibilizei. Tá bom, não baixou, não sabe onde colocou, conheço a história, clica aqui e pega... Faça uma pasta no seu desktop e guarde essas coisas daqui pra frente, SEM MUDÁ-LAS DE PASTA DEPOIS, ou o programa pode simplesmente não encontrá-las e só falaremos sobre essas situações mais a frente. Ao abrir o Template você provavelmente vai se deparar com esta tela:


A parte que diz ''missing devices'' é a que mostra os plugins que eu coloquei no Template mas você não tem instalado no seu computador, Google neles. Mas não se preocupe, por agora não serão necessários, apenas clique em ''close''. Se esta tela não apareceu, parabéns, você fez o que eu disse em dezembro do ano passado e agora tem tudo aí. Observe agora a parte esquerda da tela:

Nesta parte estão os elementos básicos para nossa faixa, Drums é a bateria, Voices será para vocais, se houver, Instruments é meio óbvio, Effects também, e finalmente a área das faixas de referência. Só tem um porém, está tudo vazio, nada de som. Hora de pegar a pasta que você acabou de baixar, a CDC Sample Kit:


1- Clique em Browse para ver a lista
2- Clique em Files para ver os arquivos de seu computador
3- Se você fez a pasta que eu disse acima, ela estará em Desktop
4- Coloquei o nome da pasta de ''CDC DJ'' e os arquivos dentro, abra o sample kit.


Apareceram os arquivos de áudio. E o que fazer com eles? Vamos lá. Existem diversas formas de se criar a bateria de uma música, escolhi separar cada elemento numa pista para facilitar a visualização e o tratamento de som de cada um deles mais a frente. Vamos fechar as pastas que não serão utilizadas, clicando no ícone ao lado dos títulos (1) e deixar só a pasta Drums aberta, vai ficar assim:


Agora clique no ícone que parece um teclado, ao lado da pista Kick, cuidado pra não confundir com Ghost Kick.


 Aparecerá então nosso Sampler, observe que o primeiro slot já tá escrito Kick para facilitar a sua vida. Basta arrastar o arquivo Kick da lista até o Sampler e pronto.


Faça o mesmo em Snare e Hi Hat, colocando os Samples corretos, claro!
Veja que em cada slot aparecem uma letra e um número, o que é isso? É a posição no teclado virtual onde o programa vai ''ler'' a hora de tocar cada elemento. Veja que no o slot 1, onde colocamos os Samples, aparecem B1 e A4, ou seja, Si da primeira oitava ou Lá da quarta oitava, vamos ver na faixa, feche o sampler e clique 2 vezes na tarja verde na pista (1) para ver a área Midi (2), que depois pode ser fechada clicando em Edit (3). Veja que os quadradinhos verdes, que são o trigger midi que acionará o sampler e fará tocar o som que lá estiver, aparece na posição da nota Si da primeira oitava de um teclado real (4), se você usa um teclado controlador para produzir, toque esta nota para ouvir o som da pista selecionada. O quadrado vermelho ao lado do nome da pista mostra qual faixa está selecionada, na imagem abaixo é a do Hi Hat.


Se você incluir mais ''quadradinhos'' verá como se comporta o sampler, basta clicar nas áreas brancas, a hora de experimentar é agora, mas acho bom salvar num arquivo novo, assim, se tudo der errado você não precisa recomeçar do zero. Aperte o play e ouça sua primeira bateria!

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

CDC Dj Set

Pra começar oficialmente os trabalhos do blog em 2014! CDC Dj live@Rio de Janeiro-Brazil.


Ouça e faça o download clicando aqui


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Presentes de Natal da Native

A Native Instruments está disponibilizando downloads gratuitos até o dia 31 de dezembro do compressor Supercharger, alguns remix packs para o Traktor Pro e vouchers para descontos em compras na loja online, aproveite clicando aqui.


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

CDC no Living Electro. De novo!

Um dos maiores sites de download de música eletrônica do mundo disponibilizou minha nova faixa, In The Dark, com vocais de Billie Ray Martin. 

 
Mais de 1.100 downloads em 1 semana, obrigado a todos e divulguem! Em breve os remixes de Fabiano Phaser, Diego Costa e Darth Synth.


Dowload:
https://soundcloud.com/cdcdj/in-the-dark-original-club-mix
e
http://www.livingelectro.com/Electro/92839-in_the_dark_original_mix.html


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Faça música eletrônica agora! - A série

Agora sim você vai conseguir construir sua faixa, vou iniciar uma série que partirá do zero até a mix final pra acabar com qualquer dúvida. A plataforma será o Presonus Studio One e o Template básico já pode ser baixado clicando aqui, nele você encontrará os principais elementos para a música devidamente organizados e o mixer com os inserts necessários para a primeira etapa, veja as imagens:



Existem ainda alguns plugins externos, caso você não os possua aparecerão em vermelho, para que dê tempo de baixá-los. Em breve, acompanhe!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Como fazer sua track ter o som perfeito - Dica 2: Monocompatibilidade

 O nome é difícil de falar 3 vezes rápido com a boca cheia de farofa, mas é isso mesmo, MONOCOMPATIBILIDADE. A CDCpédia esclarece, é uma música compatível com reprodução em mono, não apenas em estéreo. E aí você pergunta, ''mas CDC, ainda se usa mono?", a resposta é sim, acredite. Muitas emissoras de rádio pequenas se utilizam de um simulador de estéreo, mas tem sinal de transmissão original em mono. Aparelhos de TV ainda o utilizam em larga escala, muitas discotecas, sistemas de som de Djs que economizam em amplificadores e usam apenas um com um canal para graves e outro para médios e agudos também chaveiam seus mixers para mono, celulares, tablets, enfim, existe e não é pouco. Criando uma música em estéreo talvez nada de diferente aconteça, mas você deve SEMPRE conferir o que acontece em mono, e como fazer isso? Vamos ao exemplo no Presonus Studio One, se você usa outro software e tiver dúvidas de como fazer, pergunte nos comentários. Clique em Mix (2) para aparecer o mixer, a chave Mono/Estéreo fica na parte superior do fader de saída principal, o Main Output (1). Em estéreo aparecem duas bolinha, simbolizando 2 canais, em mono apenas 1 bolinha, em vermelho.


Para essa dica utilizaremos um arquivo de áudio que você poderá baixar clicando aqui. Feito isso basta abrí-lo no Studio One em ''Create a new Song'', ele tem 30 segundos e está em 128 bpm. Por definição o software abre em estéreo e 120 bpm. Vai ficar assim, dê um play em loop e ouça:


Ok, a bruxaria está quando você apertar o botão para reprodução em mono (1). Fez? Pois bem, isso pode acontecer com qualquer elemento da música, que seja estéreo, é óbvio. Olha na imagem abaixo que o volume caiu drasticamente (2), compare com a foto anterior:


Agora vamos resolver isso, lembrando que compatibilidade com mono nada tem a ver com volume e sim com a fase do som. Então vamos colocar, no canal do áudio que você baixou, dois elementos do próprio Studio One, Mixtool e Phase Meter. Para adicioná-los ao canal, clique na área livre ao lado do fader e aparecem os Inserts e Sends. Clicando no + dos Inserts, aparece a lista e lá você seleciona Mixtool e Phase Meter (1) NESTA ORDEM, o programa entende que o sinal entra de cima pra baixo neste rack de Inserts, portanto o Medidor de Fase só responderá alterações se vier depois da ferramenta que muda a fase, no caso o Mixtool. Vai ficar mais fácil fazendo, para poder manter os 2 na tela, aperte o alfinete que aparece em cada um (2). Dê o play, o medidor de fase mostra atividade na linha horizontal (3), e aí é que está o problema. Isso significa canais idênticos, porém com fase oposta (4), pode acontecer também com cabos de microfone, mas a solução aqui é fácil. Para entrar no campo estéreo, que é o espaço entre o Left e o Right (5) com a fase corrigida, inverta uma delas. 

  
Para isso, clique em ''Invert Left'' ou ''Invert Right"(1), experimente os dois, mas utilize apenas um de cada vez, ou o som some de novo. Veja que agora a reprodução está em mono (2), mas a atividade passou para a linha vertical que apresenta a letra M, de mono (3). A correlação agora foi para a direita, mostrando que os 2 canais são quase ou totalmente idênticos (4). Pronto, problema de fase resolvido e música MONOCOMPATÍVEL finalmente!


Para manter isso bem entendido, precisamos entender o galvanômetro, nome horroroso para o medidor de fase, ou Phase Meter. Veja como fazer a leitura:

Som Mono, fase invertida, canais idênticos e invertidos, correlação negativa.

Som Mono, fase OK, 2 canais idênticos, correlação positiva.



  Observe na imagem acima que é possível ''andar'' com a fase dentro do campo estéreo, para isso usei o S1 Stereo Imager no lugar do Mixtool, onde o ângulo de assimetria pode ser modificado gradualmente, veja a barra de atividade do Phase Meter acompanha o ângulo escolhido neste plugin. Isto pode corrigir um problema comum a Hi-Hats, que às vezes tem a fase apenas um pouco fora do campo de audição, estando abaixo do limite L ou R, mas sem estar com problemas de correlação. Agora exemplos de leitura em músicas estéreo:


A correlação está positiva, e as fases certas, veja que o gráfico é vertical e tem sua maior parte entre o L e o R, aproveita bem o espaço entre as caixas de som.


Gráfico mais horizontal, fase invertida, correlação negativa. Ops! Corrija!



Finalizando, correlaciômetro considera iguais canais que possuam a mesma frequência e fase, portanto, se ele aparecer em 0, é sinal que o conteúdo entre os canais é totalmente diferente. Só pra saber, se você chega a um timbre de sintetizador que não é monocompatível mesmo usando este tutorial, diminua o número de vozes do preset. Certos sons simplesmente não será possível manter o mesmo efeito e muitos (grandes) produtores, especialmente de música eletrônica deixam assim mesmo, tente ouvir algumas do Chuckie ou do Gartner em mono e entenderá o que eu digo. Mas existe uma grande diferença entre ESCOLHER ser incompatível com mono e ACONTECER sem saber como resolver. Até a próxima dica!

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Como fazer sua track ter o som perfeito - Dica 1: Limiter

Vamos começar a praticar no Studio One, ou na sua Digital Audio Workstation (DAW) preferida, dicas que vão resolver aquele velho problema de criar uma música e ela nunca ter a mesma pressão das faixas importadas. Esta é a primeira matéria da série ''Como fazer sua track ter o som perfeito'', que começa com o mais comum dos problemas. Você faz a música e quando mixa com um Nick Romero da vida, desanima porque a dele está bem mais alta e clara. Aí chega em casa e senta o dedo no volume, mas isso não resolve o problema, na verdade só atrapalha. Vamos ver então qual o modo de aumentar o som da música sem passar de 0 db, para isso usaremos o Ozone da Izotope, neste caso a versão 5. Observe as etapas:

 Você já tem alguns elementos na produção da música como o baixo, sintetizador, vocais, bateria e etc. (1), mas apesar de todos os canais estarem em 0 db (2) é fácil ver que o som já está explodindo (3). O primeiro passo é entender que o som do canal Master é a mistura de todos os canais da música, então esquece essa lenda de todo mundo em 0 db, na verdade a ideia é não passar disso, mas música é dinâmica e cada canal terá um volume diferente, além, claro, das automações, mas isso já é assunto pra outra série, uma de produção que estou pensando se faço ou não, me convençam nos comentários...

 
Vamos criar um canal Bus, cada software o faz de um modo diferente, no caso do Studio One, clique o botão da direita do mouse na área livre e selecione Add Bus Channel, como na imagem abaixo:



Selecione os canais da música, clique na área indicada na imagem para enviar o áudio deles para este Bus. Observe que na imagem anterior eles enviavam diretamente para Main, que é a saída principal.


Agora na área Insert do Bus Channel, clicando no +, vamos colocar o Ozone 5 (você precisa ter este plugin instalado em seu computador!), não o colocaremos direto na Main Out para não afetar as músicas que serão utilizadas como referência, apenas elas não serão endereçadas ao Bus Channel, mas veremos isso mais à frente, em outras matérias da série:


 Clicando agora onde está escrito Ozone, TCHARAM, ele aparece na tela! Selecione o Maximizer (1). Se o Bypass (2) estiver piscando, aperte ou ele não atuará. Se o Preset Manager aparecer aberto, clique em Close e esta será a imagem que verá:


Ok, agora vamos utilizar basicamente 2 parâmetros, o Threshold e Margin. Margin (1) vai servir como limitador e nunca mais seu som vai passar de 0 db! Mas largue de ser extremista e abaixe um pouquinho de nada, -0.2 ou -0.3. O Threshold (2) não será surpresa se você já tiver lido a minha matéria sobre compressores, mas se não, lá vai, ele seleciona o volume de início da atuação da compressão, quanto mais você abaixa, mais alto o som fica, parece estranho mas vá se acostumando caso ache que compressor só serve pra ''achatar'' o áudio. O parâmetro Character (4) vai determinar a velocidade de atuação, experimete para ver como ele se comporta, aproveite e teste a capacidade do seu computador mudando o modo de atuação entre IRC, IRC II e IRC III (3), alguns processadores podem pesar dependendo do parâmetro, use qualquer um neste primeiro momento.


Sua música vai começar a ganhar volume sem aparecer o vermelho no V.U., mas pode ser que ainda esteja longe de alcançar o David Guetta, veremos o motivo nos próximos capítulos, onde também estudaremos muito mais o Ozone. Até lá!




Gemini lança o G4V


 A Gemini apresentou seu novo controlador, o G4V, versão 4 decks do G2V, que obviamente só tem 2. Seguindo a onda do momento, o aparelho vem com Jogs sensíveis ao toque, 8 pads multifuncionais e 4 controles rotatórios para cada deck, entrada auxiliar RCA, entrada para microfone e saída balanceada, preço sugerido de $ 400. Dólares, é claro! Detalhes clicando aqui.